Entrevista com o Padre Fuentes


Na sua entrevista com o Padre Fuentes, a Irmã Lúcia falou de um combate decisivo entre a Santíssima Virgem e o demônio. 

Mas o que quer ela dizer com “combate decisivo”? Na referida entrevista, a Irmã Lúcia discutiu este tema, dizendo: “Senhor Padre, o demônio está travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E como sabe que é o que mais ofende a Deus e o que, em menos tempo, lhe fará ganhar um maior número de almas, trata de ganhar para si as almas consagradas a Deus, pois que desta maneira deixa também o campo das almas desamparado e mais facilmente se apodera delas. “Senhor Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nos encontramos nos últimos tempos do mundo, mas deu-mo a entender por três motivos: 
O primeiro, porque me disse que o demônio está travando uma batalha decisiva contra a Virgem Maria e uma batalha decisiva é uma batalha final, onde se vai saber de que lado será a vitória e de que lado será a derrota. Por isso, agora, ou somos de Deus ou somos do demônio: não há meio termo. 
 “O segundo, porque me disse, tanto aos meus primos como a mim, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria; e, se são os últimos remédios, quer dizer que são mesmo os últimos, que já não vai haver outros. “E o terceiro porque sempre nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Porque se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu: porque cometemos um pecado a que no Evangelho é costume chamar pecado contra o Espírito Santo e que consiste em repelir abertamente, com todo o conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que ofendamos e desprezemos Sua Mãe Santíssima tendo como testemunho patente a história de vários séculos da Igreja que, com exemplos terríveis, nos mostra como Nosso Senhor saiu sempre em defesa da Honra de Sua Mãe Santíssima.
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - visão de Tuy, Espanha

“São dois os meios para salvar o mundo, a oração e o sacrifício e a respeito do Santo Rosário, a Irmã Lúcia disse: Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações, não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas. “E depois, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, Mãe Santíssima, vendo nós Nela a sede da clemência, da bondade e do perdão, e a porta segura para entrar no Céu”. 

Noutros escritos, a Irmã Lúcia falou da campanha diabólica que estava a ser feita. Numa carta à sua amiga Madre Martins, depois de falar da devoção ao Rosário, escreveu: “É por isto que o demônio tem feito uma tal guerra contra ele! E o pior é que tem conseguido iludir e enganar almas cheias de responsabilidade pelo lugar que ocupam ...! São cegos a guiar outros cegos…” 
No ano seguinte, a Irmã Lúcia escreveu de novo à Madre Martins: Assim, estes pequenos folhetos (referindo-se a um texto sobre o Rosário que a Irmã Lúcia compôs) ficarão com as almas como um eco da voz de Nossa Senhora, para lhes fazer recordar a insistência com que Ela nos recomendou, tantas vezes, que rezássemos o Rosário. Era porque Ela já sabia que tinham de chegar estes tempos, durante os quais o demônio e os seus acólitos lutariam tanto contra esta oração, para afastar as almas de Deus. E sem Deus, quem se salvará?! Por esta razão, devemos fazer tudo ao nosso alcance para reconduzir as almas para Deus

Finalmente, numa carta a Don Umberto Pasquale, que era muito dedicado à causa de Fátima, a Irmã Lúcia escreveu: ... A decadência que existe no mundo é, sem qualquer dúvida, consequência da falta do espírito de oração. Prevendo esta desorientação, a Santíssima Virgem recomendou que se rezasse o Rosário com tanta insistência. E como o Rosário é, depois da santa liturgia eucarística, a melhor oração para conservar nas almas a Fé, o demônio desencadeou as suas lutas contra ele. Infelizmente, vemos as tragédias que causou. ... Devemos defender as almas contra os erros que as podem desviar do bom caminho. ... Não podemos nem devemos parar, nem consentir, como diz Nosso Senhor, que os filhos da escuridão sejam mais espertos do que os filhos da Luz ... O Rosário é a arma mais poderosa para nos defendermos no campo de batalha. O tema várias vezes repetido nestas cartas é que estamos nos últimos tempos e que o demônio começou, por isso, o seu último e mais violento combate pela posse das almas. E, como a Irmã Lúcia explicou ao Padre Fuentes, Deus deu-nos “o último meio de salvação, a Sua Santa Mãe.” Portanto, Ela está a intervir neste combate. A Santíssima Virgem veio a Fátima dar-nos um aviso e recomendar-nos com antecedência o remédio. 







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